POSIÇÃO | Não à proposta de Terceirização!

Opinião
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João Carlos Gonçalves, Juruna - O presidente Michel Temer, após sinalizar com um processo de Terceirização mais brando, voltou atrás e, após ser pressionado por empresários e “costurar” um acordo com sua base, declarou que vai sancionar a proposta aprovada pela Câmara no último dia 22, que permite que uma empresa terceirize até sua atividade-fim e traz apenas três “salvaguardas”, bastante genéricas, para os trabalhadores.

O presidente declarou, ainda, que mais garantias aos trabalhadores virão de propostas formuladas na reforma trabalhista. Ou seja: uma verdadeira “colcha de retalhos” da Terceirização, com o resguardo das garantias dos trabalhadores vindo de uma reforma trabalhista que, mesmo não tendo saído do papel, já se mostra prejudicial a quem trabalha. 

A Força Sindical e as demais centrais estão empenhadas na manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores. Tanto que definiram o dia 28 de abril como o “Dia Nacional de Atos e Paralisações”, em protesto contra os textos originais das propostas de reformas da Previdência e na legislação trabalhista, e contra a Terceirização que o governo garantiu sancionar. 

Nesse dia, manifestações e paralisações acontecerão de Norte a Sul do País, e estamos trabalhando para que os atos contem com a participação de centenas de milhares de trabalhadores e representantes de outros segmentos sociais. São os direitos de todo um povo que estão em jogo, e nossa união e mobilização serão fundamentais para demover o governo dessas suas pretensões mesquinhas e inviáveis. 

A Previdência não pode ser simplesmente desmontada para atingir objetivos outros. E a reforma trabalhista e a Terceirização, se aprovadas, não podem suprimir, pura e simplesmente, garantias resguardadas pela Constituição brasileira. Entendemos ser mais um “tiro no pé” que o governo, confusamente, desfere contra os trabalhadores do País. 

Vamos nos mobilizar para defender nossos direitos, pois eles são legítimos e têm de ser salvaguardados! Não às reformas que penalizam e à proposta de Terceirização! 

João Carlos Gonçalves, Juruna, é Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo.