Por João Carlos Gonçalves, (Juruna) - As reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo, que aguardam uma decisão do Congresso, escancaram de vez a intenção arbitrária de mascarar seus próprios erros no que se refere à condução da economia nacional, tirando daqueles que ganham menos e privilegiando uns poucos endinheirados.

Por Clemente Ganz Lúcio - A reforma trabalhista é a mais ardilosa e profunda mudança no sistema de relações de trabalho já realizada no Brasil, por oferecer às empresas amplo poder para submeter e subordinar os trabalhadores, ajustar o custo do trabalho às condições dos ciclos econômicos (nas crises, reduzir os salários e, em épocas de crescimento, limitar os aumentos) e nivelar os salários pelos ditames da concorrência internacional. Entre outros objetivos, a reforma pretende o esfacelamento dos sindicatos como instituição de proteção do interesse coletivo dos trabalhadores, o que será realizado, caso o projeto seja aprovado, por meio de três poderosos mecanismos de destruição.

Por Paulo Pereira da Silva - Os equívocos sequenciais do governo de elevar os juros por um longo período serviu apenas para alimentar a recessão econômica, encarecer o crédito, espantar investimentos, inibir a produção e o consumo e causar desemprego. Tudo bem que nas últimas seis reuniões o Copom tenha iniciado uma redução na taxa básica de juros, Selic, fazendo com que recuasse de 14,25% para os atuais 10,25% ao ano. Só que, frente à constância dos aumentos praticados, a baixa ainda é insuficiente para recolocar nossa economia nos eixos.

Por Paulo Pereira da Silva - É bastante comum ao abrirmos um jornal, uma revista, ou assistirmos a algum programa cujo tema seja a economia nacional, nos depararmos com notícias a respeito da manutenção ou de uma pequena melhora no nível dos empregos formais e do reaquecimento econômico. Agora, se perguntarmos a uma família atingida pelo desemprego, que sente na pele os terríveis efeitos trazidos por tal situação, será difícil fazê-la acreditar no que querem nos fazer crer os mais otimistas.

João Carlos Juruna Gonçalves - A Força Sindical e as demais Centrais realizaram, ontem, dia 20, uma passeata e panfletagem pelas ruas do centro de São Paulo para sensibilizar a sociedade, os trabalhadores e os parlamentares por mudanças nas reformas trabalhista e da Previdência Social apresentadas pelo governo, que ceifam direitos e penalizam todos aqueles que hoje trabalham com carteira assinada, quem pretende adentrar agora no mercado de trabalho, além daqueles que visualizam uma aposentadoria já próxima.

Na próxima segunda-feira, dia 12, a Força Sindical dará início ao seu 8º Congresso Nacional, que acontecerá em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e cujo encerramento se dará na quarta-feira, 14.

Por João Carlos Juruna Gonçalves - Não temos dúvida de que a manifestação em Brasília, no último dia 24, organizada pela Força Sindical e demais centrais sindicais foi um sucesso. Sucesso pela unidade de ação, pela participação de representantes de várias cidades e estados, pela diversidade de categoria e pela contundência nas reivindicações.

Por Paulo Pereira da Silva - O atual momento de crise pelo qual o Brasil atravessa, com um mar de denúncias, falta de investimentos, desemprego desenfreado (mais de 14 milhões de vagas formais fechadas), salários achatados e crédito caro, entre tantas outras mazelas, segue penalizando a maioria dos brasileiros, justamente os menos afortunados.