Acuado por uma crise política e econômica que cresce a cada dia, o governo Dilma, mais uma vez, escolheu os trabalhadores e a sociedade como “bois de piranha” para tentar sanar seus incontáveis erros e desmandos. O novo pacote fiscal da presidenta – que vive sob a ameaça de impeachment e sofre uma rejeição monstruosa do povo –, demonstra, apenas, o quanto o governo está desorientado.

A pretexto de cumprir a lei, o INSS dificulta sobremaneira a vida dos pais que, ao sofrerem com a morte de seu filho, ainda precisam fazer prova da dependência econômica, isto é, comprovar que o falecido mantinha financeiramente a casa e que, portanto, é necessário receber a pensão por morte sob pena de não conseguir em custear as próprias despesas.

O governo anunciou nesta semana suas novas medidas de ajuste fiscal, em garantia à meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. Um total de R$ 64,9 bilhões, sendo que desse total, R$ 26 bilhões referem-se a corte de gastos, em que se destacam nove medidas, referentes ao adiamento do reajuste dos servidores públicos, suspensão de concursos, redução de gastos no Minha Casa, Minha Vida e no PAC, entre outras, como também a recriação da CPMF, no intuito de aumentar a arrecadação.