O período de incertezas econômicas e políticas pelo qual o Brasil vem atravessando, com juros proibitivos, inflação forte, crédito caro, tarifas públicas altas, desindustrialização e desemprego desenfreado, entre outros reveses, evidencia que nossa luta para que o País retome o caminho do desenvolvimento econômico, com a recuperação da indústria e a manutenção dos empregos, tem de ser intensificada.

Por Thomaz Wood Jr, in Carta Capital - O trabalho é ideia milenar nem sempre muito apreciada. A Grécia antiga não o tinha em grande conta e o considerava um inimigo da virtude, a cercear os homens de suas mais nobres aptidões, as quais deveriam ser desenvolvidas na filosofia e na política. As sociedades industrializadas modernas, contrariamente aos gregos, celebram o trabalho como valor central, algo capaz de gerar riqueza e bem-estar, beneficiando o indivíduo e a sociedade.

O desemprego tem preocupado os dirigentes sindicais e os trabalhadores brasileiros. O corte de pessoal voltou a subir em junho de 2015 na região metropolitana de São Paulo. A taxa passou de 12,9% em maio para 13,2% em junho, segundo o Dieese. Em junho de 2014, a taxa de desemprego havia sido de 11,3%.

Por Eduardo Fagnani | Artigo publicado originalmente no jornal O Estado de São Paulo - O fator previdenciário é uma das graves injustiças sociais introduzidas pela reforma previdenciária realizada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (Emenda constitucional n. 20, de 1998). Seu objetivo era restringir as regras de acesso e, ao mesmo tempo, transferir os fundos públicos para a gestão privada pela imposição de um teto de benefício extremamente baixo (R$ 3900,00), que impulsionou a adesão dos trabalhadores para a Previdência Complementar.