A Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016, conhecida como Reforma da Previdência, foi apresentada pelo Governo Michel Temer e vai avançando na Câmara dos Deputados com certa facilidade, embalada pela folgada maioria governista, o que, de certa forma, surpreende (ou em condições políticas normais deveria surpreender) considerando a gravidade das mudanças que são propostas.

João Carlos Gonçalves, Juruna - Neste 8 de março comemora-se 40 anos do Dia Internacional da Mulher. Mas, reconhecida oficialmente pela ONU – Organização das Nações Unidas – apenas em 1977, a data remonta a tempos muito mais distantes. Em 1857 as mulheres cumpriam, no trabalho fora do lar, jornadas exaustivas sob as condições mais precárias, sujeitas a ambientes danosos à saúde e a ameaças dos mais variados matizes.

Marilane Oliveira Teixeira - O projeto de desmonte da previdência social enviado ao Congresso Nacional já pode ser considerado o maior ataque aos direitos da classe trabalhadora em décadas, especialmente quando trata das trabalhadoras urbanas, rurais, professoras, negras e idosas ao desprezar os diferenciais de gênero, raça e desigualdades regionais e como essas três dimensões estão interligadas.

Paulo Pereira da Silva - A inaceitável proposta do governo de promover uma reforma da Previdência na finalidade de sanar os cofres da instituição à custa da retirada de direitos dos trabalhadores, provocou uma pronta oposição do movimento sindical. Tanto que a Força Sindical, e o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), promoveram, no feriado de 25 de janeiro, um ato de protesto que reuniu trinta mil pessoas em São Paulo contra a proposta do governo. Outros atos aconteceram, ao longo de fevereiro, por quase todo o País.

Sérgio Luiz Leite, Serginho - A conjuntura muda em alta velocidade. O comentário geral pós-Carnaval é: a Globo abriu espaço ao 'fora, Temer'. Foi assim em longa reportagem na Globo News, repetiu-se no Jornal Nacional. Luzes amarelas se acendem nos aposentos do Palácio do Jaburu, para onde o presidente voltou após não considerar adequado o Palácio da Alvorada. Como se esses fossem tempos para reclamar de mordomias a mais ou a menos...

Por João Carlos Gonçalves, (Juruna) - O desemprego no Brasil alcançou índices alarmantes. São mais de 12,3 milhões de desempregados no País, conforme estudo do IBGE. Número que não para de crescer. E pior: sem qualquer perspectiva de melhora no curto prazo. Outro dado significativo nos dá conta de que o desemprego é maior nas camadas formadas por negros, pardos, mulheres e jovens. Estes últimos os mais afetados com a falta de trabalho.

Por João Carlos Juruna Gonçalves - A proposta apresentada pelo governo para a reforma da Previdência, se aprovada na íntegra, será uma dolorosa pedra no sapato de todos que trabalham com carteira assinada. Ela fará com que homens e mulheres inseridos no mercado formal de trabalho se aposentem mais tarde, com no mínimo 65 anos de idade mais 25 anos de contribuição. Ou seja, penaliza principalmente aqueles que começaram a trabalhar mais cedo.

Por Antônio Augusto de Queiroz - Frente à ofensiva dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e do mercado (produtivo e financeiro) sobre os direitos (trabalhistas e previdenciários) dos trabalhadores do setor público e da iniciativa privada, com fortes campanhas na mídia (impressa, radiofônica e televisão, inclusive na internet), é fundamental que o movimento sindical invista na formação de quadros para fazer frente a essa realidade adversa.