João Carlos Gonçalves, (Juruna) - Apesar de todos os debates a portas fechadas entre membros do governo, e dos clamores dos trabalhadores por todo o País, o presidente Michel Temer, ao anunciar na última 2ª feira (5) que a reforma da Previdência, enviada no dia 6 ao Congresso Nacional, vai estabelecer, entre outras regras prejudiciais a todos, uma idade mínima de 65 anos para que homens e mulheres possam se aposentar, jogou uma “ducha de água fria” nos anseios da classe trabalhadora.

Por Carlos Ortiz - Ontem o governo apresentou as propostas para a Reforma da Previdência. Em realidade, Temer e sua equipe econômica colocaram sobre a mesa um prato-feito com a apimentada ideia da aposentadoria somente com idade mínima de 65 anos e o mínimo de 25 de contribuição.

Paulo Pereira da Silva - Milhares de pessoas participaram na última 6ª feira, 25, das manifestações promovidas pela Força Sindical e pelas demais centrais, em várias cidades de São Paulo e de outros Estados, no chamado “Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações”, por mais direitos e pelo emprego.

Por João Carlos Juruna Gonçalves - O Copom (Comitê de Política Econômica), ligado ao Banco Central, decide na próxima quarta-feira a nova taxa básica de juros (a atual taxa é de 14% a.a.). O governo tem uma ótima oportunidade de sinalizar para o setor produtivo, que gera emprego e renda, que o País não bajula mais os especuladores e o rentismo.

Por Paulo Pereira da Silva - O Brasil vivencia uma forte crise econômica, com o recuo da produção, baixo consumo, juros altos, queda nos investimentos, empresas encerrando suas atividades, comércio retraído e uma taxa de desemprego assustadora, que já alcançou a casa dos doze milhões de desempregados.

Publicado no Folha SP - A crise dos Estados não pode surpreender. As regras da Previdência dos servidores públicos e os reajustes salariais acima da inflação na última década resultaram no elevado crescimento da despesa pública, muito acima do aumento da renda nacional.

Por Paulo Pereira da Silva - Apesar das expectativas otimistas de alguns, o desemprego no Brasil não para de surpreender negativamente. O número de postos de trabalho perdidos no 3º trimestre deste ano, encerrado em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE, ficou em 11,8%, próximo da casa dos doze milhões de desempregados, o equivalente ao total da população da cidade de São Paulo, a maior do País.

Por Paulo Pereira da Silva - Os brasileiros, principalmente os de baixa renda, atravessam um período conturbado em função da crise que assola o País. Os juros seguem altos. A inflação custa a ceder. O crédito continua caro. Empresas estão fechando. A produção e o consumo estão em baixa e o desemprego já ceifou cerca de doze milhões de postos de trabalho. E as tentativas de ataque aos direitos dos trabalhadores não cessam.

Por João Carlos Juruna Gonçalves - Sou sindicalista há mais de 40 anos. Minha trajetória deu-me uma base sólida para que eu me transformasse não apenas em um diretor, formal, burocrático, mas em um dirigente sindical e de classe. Aprendi que um trabalhador não se torna dirigente sindical de uma hora para outra. Um dirigente se forma com experiências e dedicação. Aprende a olhar longe, e para todos os lados, na política e no movimento social.