Por Paulo Pereira da Silva - O Brasil atravessa um momento ímpar em sua curta vida. Afinal, são apenas 517 anos pós-descobrimento. Mas nada justifica a atual situação que vivenciamos, de crise econômica, política, institucional e social, que tanto penaliza principalmente aqueles que são maioria absoluta da população: os trabalhadores, justamente a parcela que mais fez, e ainda faz, pelo desenvolvimento da Nação.

Por Paulo Pereira da Silva - Tempos de crise! E não só de crise econômica, mas também de crise social ante as desigualdades, o altíssimo nível de desemprego e do fraco desempenho do setor produtivo que se escancara à nossa volta. E os trabalhadores, como sempre, são os maiores prejudicados com as alternativas utilizadas pelo governo para sanar seus cofres à custa do suor daqueles que, verdadeiramente, constroem o País.

João Carlos Gonçalves, (Juruna) - Os consecutivos equívocos cometidos pelo governo nos últimos anos na condução da política econômica do País alimentaram uma crise sem precedentes em nossa história recente.

Por Átila da Rold Roesler -  “Tal como visto no passado da história mundial, a selvagem precarização dos direitos sociais imposta pela elite econômica e a ausência de limites na exploração do homem pelo homem pode resultar na insatisfação geral da classe trabalhadora e na possibilidade real e concreta de revoluções, o que poderia ameaçar e subverter o sistema econômico capitalista adotado.”

Por João Carlos Gonçalves, (Juruna) - As reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo, que aguardam uma decisão do Congresso, escancaram de vez a intenção arbitrária de mascarar seus próprios erros no que se refere à condução da economia nacional, tirando daqueles que ganham menos e privilegiando uns poucos endinheirados.

Por Clemente Ganz Lúcio - A reforma trabalhista é a mais ardilosa e profunda mudança no sistema de relações de trabalho já realizada no Brasil, por oferecer às empresas amplo poder para submeter e subordinar os trabalhadores, ajustar o custo do trabalho às condições dos ciclos econômicos (nas crises, reduzir os salários e, em épocas de crescimento, limitar os aumentos) e nivelar os salários pelos ditames da concorrência internacional. Entre outros objetivos, a reforma pretende o esfacelamento dos sindicatos como instituição de proteção do interesse coletivo dos trabalhadores, o que será realizado, caso o projeto seja aprovado, por meio de três poderosos mecanismos de destruição.

Por Paulo Pereira da Silva - Os equívocos sequenciais do governo de elevar os juros por um longo período serviu apenas para alimentar a recessão econômica, encarecer o crédito, espantar investimentos, inibir a produção e o consumo e causar desemprego. Tudo bem que nas últimas seis reuniões o Copom tenha iniciado uma redução na taxa básica de juros, Selic, fazendo com que recuasse de 14,25% para os atuais 10,25% ao ano. Só que, frente à constância dos aumentos praticados, a baixa ainda é insuficiente para recolocar nossa economia nos eixos.

Por Paulo Pereira da Silva - É bastante comum ao abrirmos um jornal, uma revista, ou assistirmos a algum programa cujo tema seja a economia nacional, nos depararmos com notícias a respeito da manutenção ou de uma pequena melhora no nível dos empregos formais e do reaquecimento econômico. Agora, se perguntarmos a uma família atingida pelo desemprego, que sente na pele os terríveis efeitos trazidos por tal situação, será difícil fazê-la acreditar no que querem nos fazer crer os mais otimistas.

João Carlos Juruna Gonçalves - A Força Sindical e as demais Centrais realizaram, ontem, dia 20, uma passeata e panfletagem pelas ruas do centro de São Paulo para sensibilizar a sociedade, os trabalhadores e os parlamentares por mudanças nas reformas trabalhista e da Previdência Social apresentadas pelo governo, que ceifam direitos e penalizam todos aqueles que hoje trabalham com carteira assinada, quem pretende adentrar agora no mercado de trabalho, além daqueles que visualizam uma aposentadoria já próxima.